
Sérgio Teixeira
Segunda-feira – 20/07/2009 – 10h28 – FOLHA DA REGIÃO
Araçatuba – Há 40 anos, 1,2 bilhão de pessoas sentadas em frente aos aparelhos de televisão, na época preto e branco, assistiam estupefatas um dos maiores feitos já realizados pelo homem. No dia 20 de julho de 1969, o pé esquerdo do astronauta americano Neil Armstrong pisava no solo da Lua. O mundo assistia ao que parecia impossível, tanto que muitos duvidam do feito até hoje.
A bordo da nave Apollo 11, Armstrong e mais dois astronautas, Edwin Aldrin e Michael Collins, cumpriram com êxito a missão de pousar no único satélite natural da Terra. A viagem demorou quatro dias, e foi suficiente para que o trio coletasse amostras do solo lunar, fizesse experiências e tirasse fotografias.
CETICISMO
“A chegada do homem à Lua mudou muito a maneira de ver o universo. As pessoas passaram a se interessar mais pelos astros, e os jornais davam as notícias em primeira página”, analisa Marcomede Rangel Nunes, físico do Observatório Nacional do Rio de Janeiro. Na época, o observatório integrou o projeto Apollo por meio do projeto Lion (Lunar International Observer Network), observando a Lua com telescópios enquanto os astronautas estavam lá.
Para ele, algumas pessoas não acreditam que o homem chegou à Lua porque, apesar do satélite estar relativamente perto da Terra (a 384 mil quilômetros, distância pequena para as medidas espaciais), o astro sempre foi visto como algo distante. “Muitas pessoas não ‘alcançaram’ a grandiosidade do feito”, afirma.
MARTE
De julho de 1969 a dezembro de 1972 doze homens caminharam sobre a superfície da Lua. O último astronauta a deixar o satélite, Gene Cernan, comandante da Apollo 17, disse, ao embarcar de volta para a Terra, que dava “o último passo do homem nesta superfície (…) esperamos que não por muito tempo”.
Cernan provavelmente não previu que se passariam 37 anos sem o retorno do homem ao satélite, e que o próximo passo poderá ser dado por um chinês. A China pretende enviar um robô móvel à Lua em 2012 e, embora as autoridades chinesas neguem que haja uma data definida para o envio de astronautas até lá, a intenção de fazê-lo é clara.
Para Nunes, o retorno é necessário, pois se o homem conseguisse construir uma base na Lua, o satélite poderia servir como “trampolim” para chegar a Marte, o planeta vermelho vizinho da Terra. “É o atual desafio do homem, o ‘grande salto’. Contudo, enquanto o homem demora poucos dias para chegar à Lua, para Marte levará de oito a nove meses”, explica, apontando um dos desafios.
Escrito por edsonmartins 
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